1 de mar. de 2010

Querer e não poder, apreciar...

Queria desabafar, poder murmurar, extrair parte da dor
Com um amigo(a), sentir-me aliviado, novamente, apenas sentido
Não poder tirar essa angustia, guarda-la, e mesmo me aliviando, ela iria se repor
Não pude, mas desejo, desejo sem poder, poder fazer nada, nada é vazio...

Vazio sinto, de estar desprotegido
Desprotegido em alma, espinhos de rosas
Jardim vermelho, coração ferido
Voltar no tempo, lá o desejo mora

Se tais versos faço, é porque assim me sinto
Nem sempre os amigos certos se encontram disponíveis
Nem sempre, a vida faz que tudo vire só castigo
Mas desabafar e expressar-se, são coisas possíveis

Não pretendo, enterrar-me
Nem seguer, encontrar-me
Talves sim, apenas consolar-me
Que venha o sol a queimar-me...

Arder em brasa, fogo d'alma a surgir
Em seu interior, o calor ai te me aquecer
No abraço da perdição, nas sombras irei rir
A sair desta dura lição, que não preciso me arrepender

Mas ainda desejo desabafar, só um pouco... conversar!
A noite está boa, e sua dama brilha nesse espaço dominante
Bem eu queria também em breve sussegar
Perdoado da arapuca do destino, apreciar a borboleta por mais um instante!

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